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As empresas devem. A Justiça manda pagar. E muito motorista nem sabe disso.
Acima de 8 horas por dia ou 44 por semana, cada hora a mais é hora extra — paga com adicional de 50% até 100% do valor — e com reflexos em férias, 13º e FGTS, garantindo uma boa e merecida indenização para o trabalhador. A jornada exaustiva autoriza você a sair do emprego com todos os seus direitos — é a chamada rescisão indireta — e ainda pode garantir o pagamento de danos morais. Entenda como funciona o seu direito e tire sua dúvida sobre o seu caso.
O que a Justiça tem mandado as empresas pagarem
A regra é simples: acima de 8 horas por dia ou 44 por semana, cada hora a mais é hora extra. E quando o motorista vai à Justiça cobrar o que não foi pago, aquilo que a empresa "economizou" volta — corrigido. Os tribunais têm condenado empresas a pagar todas as horas extras dos últimos cinco anos, com 50% a mais nos dias comuns e em dobro nos domingos e feriados trabalhados sem folga — e essas horas ainda aumentam férias, 13º, FGTS e aviso prévio.
Não para por aí: quando o desrespeito é reiterado, reconhece-se a rescisão indireta — o motorista sai como se tivesse sido demitido sem justa causa, com todas as verbas — e, nas jornadas mais exaustivas, a empresa ainda responde por dano moral. Por isso adiar custa caro: a cada mês que passa, um pedaço do que pode ser cobrado prescreve.
Isso vale para você?
Veja se a sua rotina se encaixa em algum destes pontos. Cada um deles pode indicar hora extra ou intervalo não pago:
Mais de 8 horas por dia
Sua jornada passa de 8 horas diárias ou 44 na semana, somando viagem, paradas e espera.
Trabalha aos sábados
Você cumpre jornada de segunda a sábado, sem que as horas a mais apareçam no holerite.
Não para para comer
Nem sempre consegue parar 1 hora para refeição, ou só para por poucos minutos.
Menos de 11h de descanso
Recomeça a jornada sem ter tido 11 horas seguidas de descanso entre um dia e outro.
Fica esperando carga ou descarga
Passa horas parado, à disposição da empresa, aguardando carregar, descarregar ou liberação.
Resolve no WhatsApp fora do horário
Precisa dar posição, mandar foto ou resolver pendências pelo celular no descanso ou depois do expediente.
Se algum desses pontos é a sua rotina, vale conversar sobre o seu caso.
Intervalo e descanso também contam
Além do limite diário, a lei garante intervalos — e, quando não são respeitados, eles viram hora extra: no mínimo 1 hora para refeição, 11 horas de descanso entre uma jornada e outra (que o STF, em 2023, definiu que devem ser ininterruptas) e pausa após 5h30 de direção contínua. E mais: o tempo que você fica parado esperando carga, descarga ou liberação conta como jornada à disposição da empresa (STF, 2023). Tudo isso entra na conta.
Como funciona o atendimento
Três passos simples, sem juridiquês. Você conta a sua rotina — o resto a gente orienta junto.
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1
Você conta a sua rotina
Pelo WhatsApp, você descreve sua jornada: horários, dias, paradas e o que tiver guardado.
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2
Analisamos o seu caso
Verificamos sua jornada e os intervalos à luz da Lei do Motorista e da jurisprudência atual.
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3
Você entende seus direitos
Explicamos, em linguagem simples, o que pode ser cobrado e quais são os próximos passos.
O que ajuda a comprovar a jornada
Quanto mais registro, melhor — mas não se preocupe se você não guardou nada: boa parte do controle fica com a empresa, que é obrigada a apresentá-lo no processo.
Tacógrafo e rastreador
Disco ou registro do tacógrafo e o rastreamento por satélite mostram horários, paradas e quilometragem da viagem.
Em regra, fica com a empresaDiário de bordo e fichas
Diário de bordo, papeletas, fichas de trabalho externo e a planilha de controle de abastecimento.
Em regra, fica com a empresaPrints e mensagens
Conversas no WhatsApp com a empresa, cobranças de horário e pedidos de posição fora do expediente.
Você pode guardarHolerites e ponto
Contracheques e o controle de ponto, quando houver, ajudam a mostrar o que foi (ou não) pago.
Você pode terQuanto vale uma hora extra? Veja a conta por dentro.
Imagine um motorista com salário de R$ 2.200 que cumpre 12 horas por dia, de segunda a sábado — a mesma rotina pesada do exemplo que circula por aí. Isso dá cerca de 28 horas extras por semana, bem acima das 44 horas que a lei permite.
A conta começa pelo valor da hora: o salário dividido pela jornada mensal (cerca de 220 horas) revela quanto vale a hora normal — e a hora extra vale, no mínimo, 50% a mais. Feita de forma habitual, cada uma dessas horas ainda repercute nas verbas ao lado. O valor exato depende da sua jornada real, do salário e do período — por isso a conta certa do seu caso só sai com a análise. Aqui, é só para entender o mecanismo.
Fazer a conta do meu caso- Descanso semanal remuneradoas horas extras habituais entram no cálculo do seu DSR
- Férias + 1/3, 13º e aviso préviocalculados sobre a remuneração já com as horas extras
- FGTSos depósitos também sobem com as horas extras habituais
Se a jornada está errada, outros direitos podem estar também
Quem procura o escritório por causa de hora extra quase sempre tem mais de um ponto a verificar. Veja o que mais costuma aparecer no caso do motorista — sempre conforme o que a prova e a perícia mostrarem:
Periculosidade
Transportar carga inflamável ou perigosa, ou abastecer você mesmo o veículo de forma habitual, pode dar direito ao adicional de 30%.
Insalubridade
O contato habitual com agentes químicos pode, em certos casos, gerar adicional de insalubridade.
Adicional noturno
As horas rodadas no período da noite têm acréscimo próprio — que muitas vezes também não é pago corretamente.
Dano moral
Jornadas tão longas a ponto de privar você do convívio com a família e do descanso podem, conforme o caso, gerar indenização.
Numa conversa, dá para olhar o seu caso por inteiro — não só a hora extra.
Sobre o escritório
A Jean Jonasson Advocacia atende trabalhadores — entre eles motoristas profissionais — que tiveram direitos de jornada, descanso e remuneração desrespeitados.
Cada orientação parte da sua rotina real e do que a lei e os tribunais dizem hoje. É a partir daí que se avalia o que pode ser cobrado — sem suposições e sem promessas de resultado.
Atendimento 100% online, por WhatsApp, para clientes de todo o Brasil — sem sair de casa.
OAB/MS 28.626 Jean Jonasson · Direito do TrabalhoO que dizem os clientes no Google
"Profissional extremamente competente e atencioso. Passa muita segurança e realmente se preocupa com o cliente. Recomendo sem pensar duas vezes."
"Excelente profissional! Parabéns pelo seu trabalho!"
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Perguntas frequentes
Motorista tem direito a hora extra?
Pedi demissão. Perco o direito às horas extras?
Não guardei nada. Ainda dá para reclamar?
Responder a empresa no WhatsApp fora do horário conta?
Qual o prazo para entrar com a ação?
Além da hora extra, tenho outros direitos?
Descubra o que a empresa pode estar te devendo.
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- Orientação baseada na sua rotina real, não em suposições.
- Você entende o que pode ser cobrado, em linguagem simples.
- Conversa sem compromisso e dados tratados conforme a LGPD.
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